Publicações arquivadas sob Um momento, por favor.
Preciso registrar esse fato ocorrido hoje cedo, a caminho do trabalho, pois está se tornando inaceitável o serviço oferecido pela empresa Transurb, responsável pelos ônibus que fazem a linha de Santa Teresa, no Rio de Janeiro. O motorista dirigia com apenas uma das mãos, enquanto a outra ficava preguiçosamente recostada na roleta ao seu lado. Como o trajeto no qual ele seguia (e nós todos ali dentro) é basicamente composto por ladeiras e curvas acentuadas, repletas de trilhos do bonde, íamos sendo jogados de um lado para o outro, feito batatas. Em uma das curvas, acabei lançada contra o vidro da janela e na tentativa de me segurar, quebrou-se a pulseira. Pensei em entregá-la ao tal motorista como recordação do seu modo estúpido e agressivo de dirigir, mas no final achei melhor guardá-la para deixar aqui o registro. Até porque o motorista não tinha uma cara muito amigável…
27/05/2009 às 19:48
Paula Schuabb
Como se já não bastassem os 5 dias sem TV, castigo imposto pela NET sem ao menos explicar o motivo, estou eu na praia tentando espairecer, quando aparece uma vendedora gritando: “Vai uma longnet?”.
Hoje fechei com a TVA.
24/02/2009 às 13:42
Paula Schuabb

Moro no Rio de Janeiro e é carnaval. Muitos nâo estão no pique dos blocos, mas querem dar uma olhadinha nos desfiles pela TV. É o meu caso. Para minha infeliz surpresa, desde sexta-feira ligo a TV e tudo que vejo é a mensagem de sinal não encontrado. Fiz ao menos 5 ligações para buscar suporte e a ladainha é a mesma. “Vou enviar um novo sinal, senhora.”, “Desligue o decoder por 5 segundos, senhora.”, “Ligue de novo, senhora.” e o sinal não veio. Durante o sábado consegui ver alguns trechos da programação, sempre interrompidos pelo tal sinal não encontrado. Não vi Encontros e Desencontros. Não vi os desfiles. Não vi outros filmes. Não vi nada!
Considero uma total falta de respeito da NET não avisar ao cliente o que quer que esteja acontecendo e ainda fazê-lo de bobo quando ele procura o call center. A atendente Flávia disse que a NET estava fazendo uma atualização técnica geral e que ficaríamos mesmo sem o sinal. A atendente Kelly passou para a atendente Kátia, que disse não haver atualização alguma, que tudo deveria estar funcionando normalmente. A atendente Michele garantiu que desde a sexta-feira a minha região estava sofrendo instabilidades, mas que tudo voltaria ao normal no dia 23. E quanto mais ligar, mais informações diferentes vou receber. Fui então ao site fazer uma reclamação à Ouvidoria. Surpresa infeliz nº 2: todos os números de protocolo ditados pelo robô, que fiquei idiotamente anotando, não são reconhecidos pelo sistema! Tente escrever para a Ouvidoria da NET. Se conseguir me avise!
Tudo que consegui até agora com as super-falsamente-simpáticas atendentes foi não pagar por esses três dias, o que não vale o recibo de trouxa!
23/02/2009 às 13:01
Paula Schuabb
Produtoras cinematográficas, de artes cênicas, empresas de produção cultural e artística ainda sentem a vertigem do soco que levaram da mudança fiscal imposta pela Lei Complementar 128, de 19 de dezembro de 2008, publicada no Diário Oficial da União do dia 22 de dezembro, que as tirou da tabela de tributação do Simples. Como consequência, ao invés dos 7% que recolhiam, passarão a reter 17,52% em impostos a partir de janeiro deste ano. O que ouvi foi que tudo isso aconteceu sob alegação de este não ser um mercado empregador expressivo e gerador de renda, mas acredito que muita gente garanta o arroz com feijão e a TV de LCD com essas produções. Quem tiver voz que grite, e grite bem alto. Para mudar uma medida como essa, só mesmo no grito! Ou alguém acha que falar da importância da cultura para a formação de um povo, à essa altura do campeonato, vai adiantar alguma coisa?
22/01/2009 às 14:09
Paula Schuabb

Acostumamo-nos à idéia de que somos um povo nascido da combinação das culturas indígena, africana e portuguesa. De fato, o povo que hoje habita as ruas das cidades brasileiras vem dessa mistura. Buscamos na história da colonização nossas origens e a identificação com seus costumes, mas me parece estranha demais essa aceitação velada de que tudo começou aí, porque o que temos mesmo é a história de grandes nações indígenas esquartejadas ao longo de 500 anos, bem ao modo dos psicopatas que vão deixando um pedacinho em cada canto.
Como na internet uma coisa leva à outra, do portal Planeta Sustentável, da Editora Abril, acabei indo parar nessa iniciativa interessante de registrar em um site a história e a atual condição dos povos indígenas que habitaram e ainda habitam o Brasil. Quem são essas pessoas? Em que acreditam? Qual sua visão do mundo e das coisas? Como estariam hoje não tivesse Portugal, a Espanha ou qualquer outro país desbravador fincado aqui sua bandeira? Me sinto uma completa ignorante ao levantar questões como essas, pois não saberia respondê-las (Esse site vai ajudar bastante!).
Não tenho a intenção de julgar se estaríamos melhor ou pior do que estamos hoje em termos de sociedade, mas apenas de questionar o porquê de não buscarmos referências e ensinamentos nessa cultura tão primeiramente nossa, ao ponto de deixar que muitas delas se evaporassem na história. Um povo que viveu em tão perfeita sintonia com a natureza a sua volta certamente tirou dela lições que passou para as suas gerações. Coisas simples como a plantinha que mastigavam para prevenir os dentes das cáries e que hoje pertence à Colgate, que não revela esse segredo para ninguém e fatura rios de dinheiro, enquanto milhares de brasileiros desdentados sofrem sem poder ir ao dentista.
Quanta coisa guardada existe ainda? O que sabemos é que pela Amazônia circulam farmacêuticos e cientistas de todo o mundo a pesquisar plantas e animais. O que encontram levam, patenteiam e nos vendem a preços abusivos. E nós, o que aprendemos com nossa natureza até agora? Enquanto esses cientistas embalam com todo cuidado uma folhinha de planta qualquer para pesquisá-la em seu país, nós derrubamos florestas inteiras para que virem pasto. Talvez seja isso mesmo: o povo brasileiro, burro que é, precisa de mais espaço para continuar pastando.
>> As imagens que ilustram esse post são do Povo Ticuna.
09/01/2009 às 10:16
Paula Schuabb
Operadora Adriana, em que posso ajudar? Oi Adriana, tenho um plano zap ilimitado e gostaria de cancelar. Me confirme seus dados, por gentileza: número da linha com ddd, nome completo, endereço, cep, CPF. Um momento que vou verificar a linha no sistema. Sra, vou transferir a ligação para o setor zap. Um momento, por favor.
Renata Oliveira, em que posso ajudar? Oi, Renata. Quero cancelar o plano zap. Sra Paula, me confirme seus dados por gentileza: número da linha com ddd, nome completo, endereço, cep, CPF. Um momento que vou verificar a linha no sistema. Sra Paula, por que não migra para o plano avulso? Com ele a sra não perde a placa e só paga o que utilizar. Hummm, não tem nenhuma taxa de assinatura? Só mesmo se eu utilizar? Sim, Sra. Tudo bem então, vamos fazer assim. Pode migrar. Sra? A Sra precisa entrar em contato com o grupo de dados para pedir a alteração. Certo, me transfira por favor. Sra, não posso transferir. Ligue novamente e peça a opção grupo de dados do zap. Ok. Obrigada.
Márcio Costa, em que posso ajudar? Oi, Márcio, o grupo de dados do zap, por favor. Um momento que irei transferí-la.
Luciana Santos, em que posso ajudar? Oi, Luciana, altere o plano zap ilimit…
Leila Silva, em que posso ajudar? Oi, Leila. Posso falar com você sobre o plano zap ilimitado? Depende senhora. Estou falando com o grupo de dados? Sra. Paula, me confirme seus dados por gentileza: número da linha com ddd, nome completo, endereço, cep, CPF. Um momento que vou verificar a linha no sistema.
Carlos Pereira, em que posso ajudar? Carlos, por favor, faça a alteração do meu plano zap ilimitado para o plano avulso.
Davi Barros, em que posso ajudar? Davi, é um desrespeito o que está acontecendo. Eu ia cancelar a conta do zap e a operadora me convenceu a utilizar o zap avulso. Vocês iam perder um cliente e aqui estou eu tentando continuar com vocês! Quero mudar o meu plano ilimitado para o avulso e vocês ficam me transferindo o tempo inteiro. Faça a alteração agora! Sra, antes de fazer a alteração faço questão de deixar registrada a sua queixa das transferências para que isso não volte a acontecer com a Sra e com outros clientes. Um momento, por favor. Sra, a queixa está registrada e já contactei o setor correto, expliquei à operadora Kely a sua necessidade e agora vou transferí-la para que ela faça o procedimento. Obrigada.
Operadora Kely. Oi Kely, preciso alterar meu plan… Não é aqui não!
Davi Barros. Ednea de Oliveira. Márcio Abreu. Maíra de Melo. #@*&%¨$#*&¨$@##
Claudia Lizaque, em que posso ajudar? Cláudia, ia cancelar o plano zap e uma operadora me convenceu a migrar para o plano avulso. Tentei fazer a mudança passando por uns dez operadores e eles só fizeram me transferir o tempo todo. Cancele agora o meu plano. Não quero zap nenhum! Sra Paula, me confirme seus dados por gentileza: número da linha com ddd, nome completo, endereço, cep, CPF. Um momento que vou verificar a linha no sistema. Tensão. Claudia? Sim, Sra. Tem uma coisa que você precisa saber: se por algum motivo esta ligação cair ou você me transferir novamente ou pelo motivo que for eu não conseguir cancelar o plano agora, amanhã na primeira hora entro com um processo contra esta operadora. Um momento Sra. Tensão. Anote por favor o número do protocolo do cancelamento. Em 72 horas o serviço será cancelado.
31/01/2008 às 08:26
Paula Schuabb

A mente criminosa que controla os serviços em nosso país anda à solta por aí. E não adianta ligar para o disque-denúncia. Todos estão a sua mercê. Ninguém o viu ou sabe onde encontrar. Ele simplesmente aparece. É conhecido por sistema. O sistema quando cai, quem se machuca é você. Se ele diz não, não há santo, choro ou lábia que mude sua decisão. O sistema quando atende tem voz de mulher.
Foi assim que passei hoje duas horas da minha vida com o sistema. Me deixou a esperar longas horas em desconfortáveis pufes laranjas. Mas estava de bom humor. Quando me recebeu finalmente, não levou nem cinco minutos. Se com a minha cara ele foi, não posso dizer o mesmo das outras pessoas que por lá passaram nesse meio tempo. A cada meia hora alguém perdia o controle na loja da Vivo. O olhar de tristesa no rosto das pessoas me fazia lembrar daquelas enormes filas do INSS que costumava ver pela televisão.
Como hoje é quarta-feira e eu estava em horário de trabalho, fui em busca de uma declaração das horas que passei ali. O formulário que ilustra o post aí em cima, assim desse jeitinho mesmo, foi o que recebi. Ao perguntar à atendente onde no tal papel estava a indicação de que era da Vivo, recebi a pronta resposta:
-Mas este é o formulário da Vivo!
-Aonde você está vendo a palavra Vivo nesse papel?
Ela olhou, olhou, virou o papel e encontrou:
-Aqui ó, aqui no carimbo.
Como ninguém, assim como eu, vai conseguir enxergar o tal carimbo, fica aqui o registro. Depois disso, resolvi criar uma nova categoria em meu blog: O Sistema. Isso significa que tenho muita história pra contar…
27/06/2007 às 19:20
Paula Schuabb