Existe uma feira de artesanato que, sem deixar qualquer sinal de que vem ou que vai, aparece por dois dias no Largo da Carioca, cheia de coisinhas interessantes. É pura sorte estar passando por ali numa dessas ocasiões, mas sorte mesmo foi ter encontrado essas artesãs de Natividade, que fica na Serra da Mantiqueira, na divisa do Rio com Minas. São bolsinhas, necessaires, porta-celulares, cintos, almofadas e por aí vai. O Grupo de Bordado da Associação Natividadense de Artesãos reúne várias mulheres com suas mãos habilidosas e o resultado é esse aqui embaixo.
No cartão que vem junto dos bordados está o endereço:
Rua Dr. Raul Travassos, 5 - Centro - Natividade / RJ.
Hoje tirei um tempinho para visitar a Micheliny Verunschk… e que ótima decisão! Acabei por fazer um passeio delicioso, desses que deixam a gente sorrindo pelo resto do dia.
No meio das estampas de um vestido fofo estava Beatrix Potter, que descobri há pouco. Todo mundo já viu Peter Rabbit e Jemima Puddle-Duck em algum lugar, mas quem faz idéia da história linda que está por trás? Eu pelo menos não fazia.
Por lá também encontrei esse trabalho muito interessante: fotos de mulheres na Ipanema dos anos 60, garimpadas por Peter Lucas em uma feira de antiguidades.
E a animação Sopa de Principe, cheia de costurinhas para inspirar…
Caminhar pelas ruas do bairro é sempre uma delícia, principalmente com o dia lindo de ontem, mas a verdade é que esperava mais. Mais Zemog, mais Zé Andrade, mais Dinorah, mais cerâmicas na linda casa da Monte Alegre e de quebra aquela oportunidade anual de passear pelo casarão da Unei. Nenhuma dessas portas estava aberta e pouco encontrei nas que estavam. As surpresas acabaram ficando por conta dos pequenos detalhes ao longo do caminho…
Esse senhor muito reservado nos recebia na entrada do Espaço Bananeiras.
Lá dentro a Blythe descolex vendia os acessórios da Zellig.
Um papo rápido com Anisio, de quem sou fã.
Sua arte na parede do Mercado das Pulgas…
… e na parede da minha cozinha (presente surpresa do J!)
Miniatura da escadaria do Selarón?
E o cair da noite de um dia lindo vem para fechar a caminhada.
Principalmente se fico linda nele! Encantaram-me esses desenhos da Bel, que lá de BH conseguiu me ver assim. E a surpresa não ficou por aí, porque chegaram esses outros ainda mais lindos. O Caneta não vê a hora de ter sua historinha ilustrada por mãos tão habilidosas…
Diferente mesmo!
Como todo comercial deveria ser e como há tempos não vejo um…
Fossem todos eles assim, agências e clientes não estariam loucos e descabelados porque o público vai pular os breaks quando vier a TV digital.
Eu não pularia! … parabéns pro Ariston!
Férias quando assim duram uma vida inteira. Imagens e sensações irão comigo para onde eu for. Praia limpa, águas mornas e peixes para todos os lados, inclusive no prato, é preciso confessar. Fora isso, pessoas amáveis. Todas elas. Mas quem haveria de não ser feliz morando ali? Eu que não me canso de gostar da Bahia, continuo achando seu litoral o mais bonito de todos em terras brasileiras. Não é à toa que o sol vive lá.
Ultimamente me consome uma enorme vontade de colecionar certas raridades de prateleiras de farmácias. Nadica de nada a ver com hipocondrias, mas fico encantada com produtos como Alma de Flores, Maracujina, Leite de Rosas e de Colônia, Malvona, Minâncora e por aí vai.
E para potencializar tudo isso, encontro a Casa do Poster. Tem de tudo lá: de relíquias farmacêuticas às Grapettes da infância. Haja parede e coração para tanto saudosismo!
Embora prefira a camisa “Vá à feira do livro, mas não me chame.” ao invés de “Feira do Livro. Eu fui.”, o dever me chamou e a trabalho estive lá. A tentação foi imensa, mas os preços ajudaram a criar o link com a realidade. Como não encontrei as muitas promoções que imaginava encontrar, fui bastante comedida, a não ser por essa encantadora aquisição à qual não me permiti resistir. A editora original é inglesa, mas esta edição portuguesa é da Lisma. Aqui no Brasil somos carentes de publicações do tipo e por isso, fica aí a dica.
Depois de umas tantas dúzias de resmungões sobre a extinção das cartas manuscritas, aquelas com o nosso nome escrito à Bic, eis que encontro essa cartinha na caixa do correio. Um mimo chegado das redondezas de Boston, enviado por Mimi Kirchner, dona do blog onde tenho encontrado as surpresas mais adoráveis nos últimos tempos… Não é que em seu aniversário ela estava a distribuir presentes para suas leitoras? Eu estava justo passando por lá nesse momento, o que aliás acontece bastante!
>> Thank you, Mimi, for such a lovely gift! It will be hard to choose where to use the printed patch… ; )
Sei não. Descobri no site Alma Carioca um belo acervo de imagens para pôr em dúvida a canção.
Vejo uma sintonia perfeita entre a arquitetura e a beleza natural da cidade, lá pelos idos mil novecentos e pouquinho, quando a primeira, cheia dos charmosos detalhes europeus, era apenas coadjuvante.
Fico imaginando pisar na areia da selvagem São Conrado de 1936, estatelada com toda aquela natureza em volta. Ser uma das moçoilas na Av. Niemeyer de 1891. E de repente me vejo no 9º andar de um prédio de 25, cercada de vários outros ainda maiores. Muitas, muitas janelas, concretos, antenas e nenhum sinal da cidade maravilhosa. Vou ficar com essas imagens, afinal ouvi dizer que o cérebro não distingue realidade de imaginação.
Faz frio. E faz lembrar das galochas (!) que não temos por aqui. Aquelas que deixam nossos pés sequinhos dentro das poças do centro da cidade. Já não pensava mais nelas, mas bastou um olhar de relance no site DianesLittleLambs.com, para a minha sapatofilia natural vir à tona, com todo o seu vigor. Não consigo nem mesmo saber quais teria, mas sei que seriam muitas..
Se a questão era falta de espaço, a casa nova está fazendo muito bem ao J. Já são dois trabalhos recém-nascidos. Dizem que todo bebê ao nascer é feinho, mas esses são lindos! www.jvicttor.com.br
Sabe aquele desejo latente de fazer? Você não sabe ao certo dizer o que, mas quando vê, instantaneamente sente: É isso que eu quero viver de fazer! Studio Herzensart, por Sandra Monat.
É com prazer que apresento esta maravilhosa descoberta: Virtual Shoe Museum! Imeldas queridas, atentem para o modelo de bolinhas, com ninguém menos que uma Blythe, estampadíssima na frente! O vermelho e o dourado com fitinha rosa também têm.
Faço minhas as palavras de Rion, em explicação ao seu blog: “Because linking to it will keep me from buying it… most of the time.”.
Amostras e pequenos pedaços de tecido têm sido selecionados e reunidos em mostruários por pelo menos 300 anos. A Powerhouse Museum tem vários volumes destes mostruários, contendo milhares de reluzentes e bem cuidadas amostras de estampas, entre tecidos, fitas e laços. Uma viagem no tempo, que vai de 1830 à década de 20.