Aquele senhor quietinho, sentado no fundo do auditório das plenárias da ABLC, poderia passar desapercebido não fosse a criatividade com a qual nos presenteia sempre que declama suas poesias. Dos cordelistas que tive o prazer de conhecer na Academia, Campinense é o que mais me surpreende. Sua visão do corriqueiro é sempre repleta de delicadeza e bom humor, com uma pitada de sarcasmo no ponto certo. A ponto de deixar um sorriso grudado no rosto pelo restante do dia.
Mestre Azulão mostrou a que veio ontem na ABLC. Não faltaram risos e aplausos para as palavras que combinou ao sabor do momento, e para as tantas outras cantadas dos seus folhetos de cordel. Pausa especial para a história do Pavão Misterioso, contada ao som de uma viola mais que afiada. Depois do deleite cultural, beberico com amigos queridos para fechar a noite com chave de ouro.
Hello world!
It’s like a different way of living now…
And thank you world
We’d always knew that we’d be free somehow
Nasci com um imenso talento musical e fui treinado durante toda minha infância para ser famoso e vender muitos discos. Minha infância não vi passar, mas o mundo todo viu. A geração que cresceu comigo sabe minhas músicas de cor. Acompanhou cada pigmento sumido da minha pele e fez da minha vida sua vida também. Enquanto tudo acontecia do lado de fora dos portões da Neverland, eu estava lá sozinho, tentando entender tudo isso. O que achei ter entendido transformei em música. O que não entendi também. Dancei todas elas para ensinar o mundo a dançar. E deixo minhas impressões da vida aí pra quem quiser ver, ouvir e dançar. Só não vale tentar entender.
Começam no próximo sábado, dia 13, os encontros com poetas e cantadores, promovidos pela Academia Brasileira de Literatura de Cordel, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro. Para quem gosta de folclore e cultura popular ou tem no mínimo uma pontinha de curiosidade, a oporturnidade é única e a diversão garantida!
Acompanhe os encontros no blog encontrocompoetas.blogspot.com.
Mais sobre a ABLC, no site www.ablc.com.br. Dica: Alguns browsers estão exibindo uma mensagem de foco de ataques junto ao site da ABLC. Ignore a mensagem pois o Google já foi avisado deste erro para retirá-la o quanto antes!
Na carona do show do Radiohead, que pra quem viu pela TV foi chatinho, mas que para quem estava lá pessoalmente foi demais (quem foi garante!), segue essa dica da Fernanda, amiga do Guil. O clip de Laith Bahrani para Creep é de cortar os pulsos, ou seja, lindo e triste de dar dó…
“Sou curadora do Museu dos Gem Sweaters, cantora da banda Leslie & the LY’s e uma das maiores celebridades da internet.” diz Leslie Hall em entrevista à Revista Pix. Uma cewebrity, como ela mesma se denomina. Eu na verdade fui fisgada pela coleção de suéteres, mas acabei virando fã pelo conjunto da obra…
Ingressos garantidos um dia antes, lá estávamos J e eu no Odeon para ver o documentário de Paulo Henrique Fontenelle. A história dos Mutantes por si só já bastaria para querer muito ver o filme, mas a curiosidade sobre essa figura ímpar mentora de tudo despertou vontade ainda maior. Voltando alguns meses no tempo, estávamos também J e eu no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, num passeio descompromissado de domingo de manhã, quando nos deparamos com a tal figura ímpar, o Arnaldo Batista, passeando seguido por câmeras. Nós de figurantes, ele olhando o Rio lá de cima e Lucinha, sua esposa, junto dele. Claro que era inevitável pensar na possibilidade de aparecer no filme, ou no mínimo, de saber que estaríamos ali na cena, sem que ninguém soubesse, e era com essa expectativa que enfrentávamos a fila para lutar por lugares razoáveis na sala do cinema.
Eis que para completar a noite, parada na fila, ouço um som guardado com carinho na memória: Xxxxxxxxcolhe. Pausa. Xxxxxxxxcolhe. Sim era ele. Usando uma super técnica, ele convidava os clientes para sua muito bem arrumada banca de balas. E para aqueles que chegavam a comprar alguma coisa, a recomendação: Sssssssssaboreie. Noite engraçada. Filme irresistível!
Nada como a música para elevar o ânimo! A plenária de julho da Academia Brasileira de Literatura de Cordel foi regada à cantoria, com a presença do repentista Miguel Bezerra, que adentrou a noite exemplificando aos presentes as mais diversas maneiras de criar um repente. Métricas e rimas à parte, são os desafios que encantam as pessoas com sua riqueza no improviso. Zé Pretinho virou lenda por passar dias seguidos em um duelo com outro repentista. O próprio Miguel revelou ter perdido e ganho alguns amigos em desafios assim.
Outros momentos da cantoria aqui.
A dica vem do blog do Beto Largman e achei bastante divertido saber o hit das paradas musicais no dia em que vim ao mundo. Se todo bebê chora ao dar de cara com o mundo do lado de fora, é bem provável que eu tenha chorado ao dar de cara com um dos modelitos esquisitos do Elton John, que me recebia ao som de Don’t Go Breaking My Heart, em pleno agosto de 1976.
Se é que é possível montar o perfil psicológico de uma pessoa pelos hits que se deram nos completares dos seus anos, vejo que minhas influências decisivas ficaram por conta dos anos 80, entre o Every Breath You Take do The Police e a La Bamba dos Los Lobos. Esses hits são da revista Billboard, o que só me fez ficar louca de curiosidade de saber o que afinal tocava por aqui, nas rádios tupiniquins.
2007 … “Beautiful Girls” by Sean Kingston
2006 … “London Bridge” by Fergie
2005 … “We Belong Together” by Mariah Carey
2004 … “Lean Back” by Terror Squad
2003 … “Crazy in Love” by Beyoncé featuring Jay-Z
2002 … “Dilemma” by Nelly featuring Kelly Rowland
2001 … “Fallin’” by Alicia Keys
2000 … “Doesn’t Really Matter” by Janet
1999 … “Genie in a Bottle” by Christina Aguilera
1998 … “The Boy Is Mine” by Brandy & Monica
1997 … “Mo Money Mo Problems” by The Notorious B.I.G. Puff Daddy & Ma$e
1996 … “Macarena [Bayside Boys Mix]” by Los Del Rio
1995 … “Kiss from a Rose” by Seal
1994 … “I’ll Make Love to You” by Boyz II Men
1993 … “Can’t Help Falling in Love” by UB40
1992 … “End of the Road” by Boyz II Men
1991 … “(Everything I Do) I Do It for You” by Bryan Adams
1990 … “Vision of Love” by Mariah Carey
1989 … “Right Here Waiting” by Richard Marx
1988 … “Monkey” by George Michael 1987 … “La Bamba” by Los Lobos
1986 … “Higher Love” by Steve Winwood
1985 … “The Power of Love” by Huey Lewis & the News
1984 … “Ghostbusters” by Ray Parker, Jr. 1983 … “Every Breath You Take” by The Police
1982 … “Eye of the Tiger” by Survivor
1981 … “Endless Love” by Diana Ross & Lionel Richie
1980 … “Sailing” by Christopher Cross
1979 … “My Sharona” by The Knack
1978 … “Grease” by Frankie Valli
1977 … “Best of My Love” by The Emotions 1976 … “Don’t Go Breaking My Heart” by Elton John & Kiki Dee
Se quiser saber os seus hits, acesse o site de Josh Hosler.
Até uma hora atrás, eu afirmaria categoricamente que não paro para ouvir rádio. Já não posso mais dizer o mesmo agora que descobri a Musicovery. Estou encantada. Pelo visual, pelas músicas, pela mistura de ritmos que brota sem muito controle na minha frente, trazendo inúmeras possibilidades pelas quais eu certamente não iria buscar.
Encontrei na revista Carioquice, do Instituto Cultural Cravo Albin, um cartaz com a cronologia da formação da música popular brasileira. Confesso ser amadora no assunto, mas já passei bons minutos em meio àquelas informações!
Ali estão todas as influências, misturas de estilo e três foram as nossas raízes: cantos indígenas, cantigas européias e ritmos africanos.
Dos dois últimos vieram as deliciosas marchinhas, samba, choro e bossa-nova. Interessante saber que repente, sertanejo, baião e forró são criações puramente brasileiras, vindas dos cantos indígenas somente.
Mas, curioso mesmo foi encontrar o axé, perdido lá pela década de 80, surgido no meio do nada e ligado à coisa alguma. Pelo visto o tal ritmo não tem origem. Brotou em algum lugar para que muitas pessoas pudessem sair sacolejando freneticamente por aí.
Sacolejo frenético por sacolejo frenético, fico com o de Josephine Baker, que já na década de 20 o fazia de forma bem mais divertida.
E não nos permitamos pensar que a maravilhosa Josephine tenha sido a precursora do axé. É preferível acreditar que ele brotou e pronto!