Publicações arquivadas sob É a vida!
why
we
won’t
when
we
want
?
13/08/2008 às 09:10
Paula Schuabb
12/08/2008 às 19:19
Paula Schuabb

Olhar o horizonte já pensando em ir pra lá. Descobrir caminhos e lembrar de todos eles. Sair por aí sem saber no que vai dar. Enfiar a mão na terra para não me sentir só. Dar de cara com um cavalo e galopar. Não, não ter medo de arriscar. Conversar com o papagaio, puxar o rabo do gato e sair com o cachorro pra passear. Olhar o dia e ver as cores. Saber o nome das flores. Fazer eu mesma o que eu puder. Dia de lembrar o que do meu pai veio parar em mim…
10/08/2008 às 18:53
Paula Schuabb

Yousef e Nabiha queriam um lugar de paz para viver, bem longe da guerra do Líbano. Foi assim que vieram parar no Brasil, mais precisamente em Minas Gerais. Três menininhas simpáticas foram o resultado dessa nova vida conquistada. E eu sou o resultado desse resultado, mais precisamente desse resultado de tubinho no cabelo, no colo da mamãe…
07/08/2008 às 21:55
Paula Schuabb
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Reza a lei dos apaziguadores que alguns assuntos a gente não discute. Quando discussão significa expôr pontos de vista e ouvir outros, até por curiosidade, sem o compromisso de qualquer conclusão, discutir é delicioso. Quando significa brigar, não! Política é um desses assuntos polêmicos. Mas polêmicas à parte, foi divertidíssima a presença do Lula na posse de Crispiniano como acadêmico da ABLC. Gosto da idéia de um presidente que quebra protocolos quando quer mostrar que é gente de verdade, que conta particularidades da sua vida como se estivesse em roda de amigos lembrando o passado. Talvez tenha sido mesmo isso o que aconteceu na noite da última sexta-feira, no galpão da Ação da Cidadania, no Rio de Janeiro, cercado de cordelistas inspirados por todos os lados. De tão inusitado, não resisti a trazer comigo essa lembrança
03/08/2008 às 15:19
Paula Schuabb

O aniversário era da mami, mas bastou deixá-la um minuto sozinha no shopping e pronto: lá estava ela com essa Betty Boop na mão e um sorriso enorme no rosto. Gosto da personagem desde de muito antes desta febre que assola a cidade. Das quinquilharias que estampam sua carinha por aí não sei se gosto tanto, mas essa boneca-de-pano é encantadora! Deu foi a maior vontade de produzir uns modelitos especiais pra ela… Obrigada pelo mimo, Lou!
20/07/2008 às 19:33
Paula Schuabb

Hoje tirei um tempinho para visitar a Micheliny Verunschk… e que ótima decisão! Acabei por fazer um passeio delicioso, desses que deixam a gente sorrindo pelo resto do dia.
No meio das estampas de um vestido fofo estava Beatrix Potter, que descobri há pouco. Todo mundo já viu Peter Rabbit e Jemima Puddle-Duck em algum lugar, mas quem faz idéia da história linda que está por trás? Eu pelo menos não fazia.
Por lá também encontrei esse trabalho muito interessante: fotos de mulheres na Ipanema dos anos 60, garimpadas por Peter Lucas em uma feira de antiguidades.
E a animação Sopa de Principe, cheia de costurinhas para inspirar…
07/07/2008 às 19:01
Paula Schuabb

Caminhar pelas ruas do bairro é sempre uma delícia, principalmente com o dia lindo de ontem, mas a verdade é que esperava mais. Mais Zemog, mais Zé Andrade, mais Dinorah, mais cerâmicas na linda casa da Monte Alegre e de quebra aquela oportunidade anual de passear pelo casarão da Unei. Nenhuma dessas portas estava aberta e pouco encontrei nas que estavam. As surpresas acabaram ficando por conta dos pequenos detalhes ao longo do caminho…

Esse senhor muito reservado nos recebia na entrada do Espaço Bananeiras.

Lá dentro a Blythe descolex vendia os acessórios da Zellig.

Um papo rápido com Anisio, de quem sou fã.

Sua arte na parede do Mercado das Pulgas…

… e na parede da minha cozinha (presente surpresa do J!)

Miniatura da escadaria do Selarón?

E o cair da noite de um dia lindo vem para fechar a caminhada.
06/07/2008 às 15:11
Paula Schuabb

Principalmente se fico linda nele! Encantaram-me esses desenhos da Bel, que lá de BH conseguiu me ver assim. E a surpresa não ficou por aí, porque chegaram esses outros ainda mais lindos. O Caneta não vê a hora de ter sua historinha ilustrada por mãos tão habilidosas…


01/07/2008 às 21:13
Paula Schuabb
A fotinha publicada alguns posts atrás seria suficiente não fosse a série de poses que deram origem a ela. Tentei, mas não resisto em publicá-las, principalmente depois de receber da Bel essa ode de Pablo Neruda…




ODE AO GATO
Pablo Neruda
Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa
só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite .
Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gato, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.
27/06/2008 às 09:24
Paula Schuabb

Seria engraçado fosse o assunto passível de ser. Mas, uma vez aliviada por ter saído ilesa a mulher de xico Bento e por ter pago caro o meliante Manoel Duda, deixo o registro curioso de um português do século XIX, quando parecia possível que as leises se fizessem cumprir.
22/06/2008 às 14:08
Paula Schuabb
Não o dia 12 em si, mas de falar sobre ele aqui no blog. Fato é que não ligo muito para a data e tão pouco faço questão de comemorá-la. Acho bobo que somente neste dia do ano façam-se aquelas enormes filas em porta de motel. Que somente nesse dia as pessoas ganhem corações da Kopenhagen ou que todo ano ganhem o mesmo coração de chocolate porque a loja é a única aberta na última hora. Mas respeito esse rito. É mais um pra deixar as pessoas felizinhas… e na verdade, eu só prefiro não ter data marcada pra tal!

Ter um fiel escudeiro fofo e querido do nosso lado é muito bom! Inclusive essa semana acabei por rever (pela ducentésima vez) O Diário de Bridget Jones e cheguei à conclusão que adoro a história. Não sei se pelos quilinhos a mais da protagonista (viva o FatProud!), com quem me identifico de cara, se pelo fato de Bridget ser a maior trapalhona ou se é pelo Mark Darcy mesmo, o príncipe encantado mais sem charme e encantador das histórias com final feliz. Aliás, que tolinha! Fui à cata do rapaz na internet e descobri que TODAS querem Mark Darcy! O Google que o diga…
14/06/2008 às 22:02
Paula Schuabb

O calendário determina que estamos praticamente no inverno, mas nós cariocas podemos dizer que esse senhor frio e rigoroso foi comprar um cigarro na esquina e nunca mais voltou. Mesmo com tantas pessoas na rua exibindo imponentes sobretudos, acompanhados de cachecóis com os mais complicados pontos do tricô, o calor está aí. Se esse ano não pudermos ser charmosos e cheios de estilo feito o povo francês, a solução será empunhar picolés estilosésimos pelas ruas calorentas da cidade. O que eu particularmente acho muito melhor!
12/06/2008 às 13:31
Paula Schuabb
06/06/2008 às 11:59
Paula Schuabb
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