Loki - Arnaldo Batista
11/10/2008 às 13:15 Paula Schuabb | Enviar por e-mail Hits para esta publicação: 1049

Ingressos garantidos um dia antes, lá estávamos J e eu no Odeon para ver o documentário de Paulo Henrique Fontenelle. A história dos Mutantes por si só já bastaria para querer muito ver o filme, mas a curiosidade sobre essa figura ímpar mentora de tudo despertou vontade ainda maior. Voltando alguns meses no tempo, estávamos também J e eu no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, num passeio descompromissado de domingo de manhã, quando nos deparamos com a tal figura ímpar, o Arnaldo Batista, passeando seguido por câmeras. Nós de figurantes, ele olhando o Rio lá de cima e Lucinha, sua esposa, junto dele. Claro que era inevitável pensar na possibilidade de aparecer no filme, ou no mínimo, de saber que estaríamos ali na cena, sem que ninguém soubesse, e era com essa expectativa que enfrentávamos a fila para lutar por lugares razoáveis na sala do cinema.

Eis que para completar a noite, parada na fila, ouço um som guardado com carinho na memória: Xxxxxxxxcolhe. Pausa. Xxxxxxxxcolhe. Sim era ele. Usando uma super técnica, ele convidava os clientes para sua muito bem arrumada banca de balas. E para aqueles que chegavam a comprar alguma coisa, a recomendação: Sssssssssaboreie. Noite engraçada. Filme irresistível!
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