Quando a Fê disse que ia a Portugal, logo pensei: Rosa Pomar! Pois sim que ela foi atrás das criações dessa moça e trouxe Regina Casé (coelhinha) e Gustava para as terras de cá. Pena que não exatamente para a minha casa. Mas essa visitinha já foi ótima para ver de perto cada detalhe!
Principalmente se fico linda nele! Encantaram-me esses desenhos da Bel, que lá de BH conseguiu me ver assim. E a surpresa não ficou por aí, porque chegaram esses outros ainda mais lindos. O Caneta não vê a hora de ter sua historinha ilustrada por mãos tão habilidosas…
Enquanto as agulhas hibernam o longo inverno da minha inércia criativa, vale dar uma espiada no que se anda costurando por aí.
Em Wards Island, Toronto, encontrei essas árvores vestindo crochês incríveis, feitos por Janet Morton. Ah! Ela também veste casas…
Já no outro lado do Atlântico, a BMW apresentou Gina. Adorei a idéia da carroceria de tecido, mas esse paninho cinza é muito sem graça. Modelos coloridos já!
A fotinha publicada alguns posts atrás seria suficiente não fosse a série de poses que deram origem a ela. Tentei, mas não resisto em publicá-las, principalmente depois de receber da Bel essa ode de Pablo Neruda…
ODE AO GATO
Pablo Neruda
Os animais foram
imperfeitos,
compridos de rabo, tristes
de cabeça.
Pouco a pouco se foram
compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça vôo.
O gato,
só o gato apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro,
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana viva,
da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade
como ele,
não tem
a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa
só como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só
ranhura
para jogar as moedas da noite .
Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria,
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e pertences
ao habitante menos misterioso
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gato, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e o seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos têm números de ouro.
Ele não veio de herança, não mora em terra de reis e nem precisa provar nada a ninguém, mas a possibilidade de encontrar um ogro para transformar em rato pareceu uma idéia bem interessante. Tratou então de providenciar suas próprias botas, azuis porque é muito antenado, mas cadê o tal do ogro que não vem? Por via das dúvidas ele permanece atento à campainha.
Seria engraçado fosse o assunto passível de ser. Mas, uma vez aliviada por ter saído ilesa a mulher de xico Bento e por ter pago caro o meliante Manoel Duda, deixo o registro curioso de um português do século XIX, quando parecia possível que as leises se fizessem cumprir.
Não o dia 12 em si, mas de falar sobre ele aqui no blog. Fato é que não ligo muito para a data e tão pouco faço questão de comemorá-la. Acho bobo que somente neste dia do ano façam-se aquelas enormes filas em porta de motel. Que somente nesse dia as pessoas ganhem corações da Kopenhagen ou que todo ano ganhem o mesmo coração de chocolate porque a loja é a única aberta na última hora. Mas respeito esse rito. É mais um pra deixar as pessoas felizinhas… e na verdade, eu só prefiro não ter data marcada pra tal!
Ter um fiel escudeiro fofo e querido do nosso lado é muito bom! Inclusive essa semana acabei por rever (pela ducentésima vez) O Diário de Bridget Jones e cheguei à conclusão que adoro a história. Não sei se pelos quilinhos a mais da protagonista (viva o FatProud!), com quem me identifico de cara, se pelo fato de Bridget ser a maior trapalhona ou se é pelo Mark Darcy mesmo, o príncipe encantado mais sem charme e encantador das histórias com final feliz. Aliás, que tolinha! Fui à cata do rapaz na internet e descobri que TODAS querem Mark Darcy! O Google que o diga…
Ela se chama Conchita e chegou do Peru há algumas semanas, mais precisamente do mercado de Pisac, no Vale Sagrado. Uma busca rápida na internet já permite ter uma idéia do lugar (que é incrível!) e mais ainda da riqueza de cores a adornar as mulheres e crianças que por ali estão.
Encontrei esta Conchita de verdade, com filhinho e tudo a tira-colo, além de algumas primas suas, que a essa altura já se espalharam mundo afora…
O calendário determina que estamos praticamente no inverno, mas nós cariocas podemos dizer que esse senhor frio e rigoroso foi comprar um cigarro na esquina e nunca mais voltou. Mesmo com tantas pessoas na rua exibindo imponentes sobretudos, acompanhados de cachecóis com os mais complicados pontos do tricô, o calor está aí. Se esse ano não pudermos ser charmosos e cheios de estilo feito o povo francês, a solução será empunhar picolés estilosésimos pelas ruas calorentas da cidade. O que eu particularmente acho muito melhor!
Como boa carioca que não constumo ser, nem me tocava para a existência do Mirante do Pasmado. Mas o J, carioca nato praticante, me apresentou ao local. Fato é que o que ele queria me mostrar não estava mais lá, ou melhor, estava, logo atrás das muitas árvores que nesse meio tempo de alguns anos trataram de crescer. Não vi as belezas do Rio de um novo ângulo, mas foi uma delicia a tentativa, ciceroneada por esses gatinhos fofos que fizeram questão de nos acompanhar enquanto procurávamos a vista por entre algumas brechas…
Frase tirada de pára-choque de caminhão. A sabedoria popular tem dessas coisas: sacadas tão inusitadas quanto aquelas que as crianças lançam no espaço. Mas essa “cobertura jornalística”, empregada com tamanha propriedade, lembra demais o mundinho da Comunicação. O que me leva a crer que:
1 - esse motorista é (ou tentou ser) jornalista, publicitário ou afim;
2 - alguém próximo a esse motorista é jornalista, publicitário ou afim;
3 - o dono do estabelecimento que pinta as frases é (ou tentou ser) jornalista, publicitário ou afim;
4 - um dia numa beira de estrada esse motorista parou para conversar com alguém que é jornalista, publicitário ou afim;
E por que afinal ele leva esse pensamento midiático de lá pra cá pelas estradas esburacadas do nosso país? Enquanto não encontro a resposta, divirto-me com as outras tantas máximas do povo brasileiro, no site Jangada Brasil:
“Beijo de menina contém vitamina.”
“Big brother de pobre é buraco de fechadura.”
“Cabelo ruim é igual a bandido…
Ou está preso, ou está armado.”
“Cachorro é amigo do homem porque não conhece o dinheiro.”
A dica vem do blog do Beto Largman e achei bastante divertido saber o hit das paradas musicais no dia em que vim ao mundo. Se todo bebê chora ao dar de cara com o mundo do lado de fora, é bem provável que eu tenha chorado ao dar de cara com um dos modelitos esquisitos do Elton John, que me recebia ao som de Don’t Go Breaking My Heart, em pleno agosto de 1976.
Se é que é possível montar o perfil psicológico de uma pessoa pelos hits que se deram nos completares dos seus anos, vejo que minhas influências decisivas ficaram por conta dos anos 80, entre o Every Breath You Take do The Police e a La Bamba dos Los Lobos. Esses hits são da revista Billboard, o que só me fez ficar louca de curiosidade de saber o que afinal tocava por aqui, nas rádios tupiniquins.
2007 … “Beautiful Girls” by Sean Kingston
2006 … “London Bridge” by Fergie
2005 … “We Belong Together” by Mariah Carey
2004 … “Lean Back” by Terror Squad
2003 … “Crazy in Love” by Beyoncé featuring Jay-Z
2002 … “Dilemma” by Nelly featuring Kelly Rowland
2001 … “Fallin’” by Alicia Keys
2000 … “Doesn’t Really Matter” by Janet
1999 … “Genie in a Bottle” by Christina Aguilera
1998 … “The Boy Is Mine” by Brandy & Monica
1997 … “Mo Money Mo Problems” by The Notorious B.I.G. Puff Daddy & Ma$e
1996 … “Macarena [Bayside Boys Mix]” by Los Del Rio
1995 … “Kiss from a Rose” by Seal
1994 … “I’ll Make Love to You” by Boyz II Men
1993 … “Can’t Help Falling in Love” by UB40
1992 … “End of the Road” by Boyz II Men
1991 … “(Everything I Do) I Do It for You” by Bryan Adams
1990 … “Vision of Love” by Mariah Carey
1989 … “Right Here Waiting” by Richard Marx
1988 … “Monkey” by George Michael 1987 … “La Bamba” by Los Lobos
1986 … “Higher Love” by Steve Winwood
1985 … “The Power of Love” by Huey Lewis & the News
1984 … “Ghostbusters” by Ray Parker, Jr. 1983 … “Every Breath You Take” by The Police
1982 … “Eye of the Tiger” by Survivor
1981 … “Endless Love” by Diana Ross & Lionel Richie
1980 … “Sailing” by Christopher Cross
1979 … “My Sharona” by The Knack
1978 … “Grease” by Frankie Valli
1977 … “Best of My Love” by The Emotions 1976 … “Don’t Go Breaking My Heart” by Elton John & Kiki Dee
Se quiser saber os seus hits, acesse o site de Josh Hosler.
Diferente mesmo!
Como todo comercial deveria ser e como há tempos não vejo um…
Fossem todos eles assim, agências e clientes não estariam loucos e descabelados porque o público vai pular os breaks quando vier a TV digital.
Eu não pularia! … parabéns pro Ariston!